CONTEÚDOS

 
 

Como começar a trabalhar com marketing de conteúdo

Comercializar produtos ou serviços exige muito mais que apenas criar uma peça publicitária e tentar divulgá-la em todos os meios possíveis.

 
 

Comercializar produtos ou serviços exige muito mais que apenas criar uma peça publicitária e tentar divulgá-la em todos os meios possíveis. Na verdade, anúncios em geral perderam boa parte de sua força ao longo dos anos, principalmente porque, atualmente, o consumidor tem autonomia para escolher o que quer ver.

Nesse cenário, o marketing de conteúdo surge como alternativa para engajar o público-alvo com criação de conteúdo relevante, estímulo de ações e geração de maior receita.

PLANEJAMENTO

Antes de criar, é necessário entender como esse conteúdo será utilizado e como será possível mensurar seu sucesso. Cada aspecto para a obtenção de bons resultados deve ser estipulado nessa etapa.

DEFINIR OBJETIVOS

A primeira etapa para que sua estratégia seja bem-sucedida é saber claramente quais são as metas a serem alcançadas. É preciso se guiar pela ideia de que o marketing de conteúdo em si não é um objetivo, mas sim os benefícios que ele trará para a empresa.

Cada companhia tem seus próprios objetivos e prioridades, mas alguns pontos que podem ser alcançados pelo marketing de conteúdo são relevantes para boa parte das empresas, como gerar leads, vendas e engajamento com a marca, diminuir custo por venda, educar o mercado e aumentar o LFV (lifetime-value, valor total que um cliente gasta com sua empresa como um todo).

DEFINIR PERSONAS

Com os objetivos definidos, é preciso mapear quem é o público-alvo da estratégia. A eficácia de um conteúdo está intimamente relacionada a quão relevante ele é para sua audiência. É preciso que tal conteúdo impacte a pessoa certa, no momento correto.

Como não existe um conteúdo perfeito para todas as pessoas, a técnica adequada nesse momento é o uso de personas. Ao saber quem é seu público-alvo, é possível ter acesso a diversos dados de caráter demográfico, porém pouca ou nenhuma informação comportamental de tal grupo.

Sendo assim, melhor do estipular apenas nome, idade, renda e localização, é ter em mente onde a persona trabalha, qual seu cargo, seus objetivos e seus hobbies. O conteúdo produzido para este possível cliente impacta muito mais do que o produzido para um público-alvo mais amplo.

Pesquisas de mercado, pesquisas online e entrevistas com clientes vão ajudar no momento de estipular personas de maneira assertiva.

ESCOLHA DE CANAIS

Com objetivos e personas definidos, existem incontáveis canais para alcançar seu público, e uma gama de ferramentas para monitorar e otimizar seu conteúdo e o buzz gerado. Apesar da infinidade de plataformas e de suas constantes mutações, alguns canais são considerados certeiros para atingir quem você deseja.

BLOG

Um dos meios mais úteis para conectar conteúdo e público, o blog ajuda a expandir a presença online da marca e atrair novos consumidores. É preciso que o conteúdo criado seja muito relevante, com palavras-chave predefinidas, linguagem e gramática impecáveis e com incentivo para compartilhamento.

Artigos mal escritos, copiados, duplicados, prolixos e de difícil compreensão geram o efeito contrário ao desejado e podem afastar a persona da marca.

MÍDIA SOCIAL

Nem todas as pessoas estão interessadas em compartilhar conteúdo. Ainda assim, uma boa estratégia na geração de valor com conteúdo bem elaborado e exclusivo pode tornar as mídias sociais importantes canais para uma empresa. Aqui é interessante saber os assuntos preferidos de seus seguidores para criar conteúdo compartilhável.

Evitar erros comuns como produzir conteúdo desconectado da semântica de sua empresa ou apenas criar uma conta em mídias sociais sem um plano para ela também é fundamental. E vale a pena ter sempre em mente que uma venda é sempre mais relevante que compartilhamentos e likes.

E-MAIL MARKETING

A forma mais popular de marketing de conteúdo possibilita empresas a divulgar conteúdo relevante de maneira eficiente e econômica. No entanto, manter sua eficácia exige uma dose de cuidados. Criar títulos que chamem a atenção, personalizar os e-mails e inserir seu nome no campo de remetente (em vez do nome da empresa) são ações que impulsionarão sua estratégia de e-mail marketing.

Erros como compras de lista de e-mails, alta frequência de envio, conteúdo longo e maçante vão se transformar em spams para sua lista, gerando incômodo a quem os recebe.

TESTAR NOVOS CANAIS

Testar canais é quase sempre válido, desde que realizado um planejamento sólido e consistente para isso. O que não faltam são plataformas para a veiculação de conteúdo. Há quem queira investir em vídeo marketing, webinars e até mesmo em meios off como revistas e jornais. Todos eles podem gerar bons resultados se assim indicados por um bom profissional de marketing de conteúdo.

ESCOLHA DE FORMATOS

Definida a plataforma, o momento é de pensar como criar e apresentar o conteúdo. Textos, imagens, vídeos e uma série de formatos podem ser atraentes para cativar o leitor. Dois tipos, porém, têm se destacado no marketing de conteúdo: infográficos e e-books.

INFOGRÁFICOS

Os infográficos são maneiras interessantíssimas de se apresentar informações. São visualmente mais atrativos que blocos de texto e podem simplificar dados complexos. Para produzi-los, é necessário ter informações atualizadas e fontes seguras. Depois de criados, eles podem ser divulgados por mídias sociais, e-mail marketing, blogs, entre outros canais.

E-BOOKS

Após muita pesquisa e tempo investido, é possível produzir um e-book para aumentar a autoridade de sua empresa/marca. Geralmente, esse material é “trocado” pelo e-mail do leitor para que este seja trabalhado pelo e-mail marketing.

O e-book exige um título envolvente, padrão de linguagem, estilo e layout mantido em todo o material e conteúdo muito útil e aplicável. Materiais pouco informativos criados apenas com a intenção de “caçar e-mails” costumam ser rejeitados pela audiência.

FUNIL DE VENDAS

Termo muito utilizado por profissionais de marketing, o funil de vendas é, basicamente, o caminho percorrido pelo cliente para ser conquistado. Por meio deste processo, sabe-se em que ponto da conversão está o possível cliente e o que precisa ser feito a partir dali.

Com o marketing de conteúdo, o funil de vendas ganha potencial para se tornar ainda mais eficiente. Para isso, é necessário identificar qual é o melhor conteúdo a ser utilizado em cada momento da jornada.

TOPO DE FUNIL

Quem está no topo do funil ainda está longe de se tornar um cliente. Normalmente, ele só quer informação ou entretenimento. Então, o conteúdo a ser produzido aqui não pode focar em seu próprio produto ou serviço. A melhor maneira para atrair essa pessoa é criar conteúdos interessantes e relevantes, para que ela retorne a seu blog ou site frequentemente e passe a entrar mais em contato com sua marca.

MEIO DE FUNIL

Aqui o cliente em potencial já está à procura de solução para seu problema. Estratégias um pouco mais agressivas precisam ser realizadas para que ele seja levado à decisão de compra. Este é o momento para mostrar a autoridade de sua marca e atrair definitivamente a atenção do lead.

FUNDO DE FINAL

O fundo do funil é onde a venda finalmente acontece. Nesta etapa, o lead já pensa em adquirir o que você oferece e quer mais informações para tomar essa decisão. O conteúdo produzido aqui já precisa ser focado na sua empresa e provar para o lead que sua solução é, de fato, a melhor para ele. Vale a pena também investir na personalização para a entrega do material, o que ajudará na fidelização do cliente.

MENSURAR

Medir os resultados está entre os momentos cruciais de qualquer estratégia de marketing. Uma das principais vantagens do digital em relação ao tradicional é a facilidade para a mensuração de tais resultados. Rastrear a movimentação de visitantes, identificar quais canais geram mais leads, descobrir quantas oportunidades de negócio foram criadas e saber qual o retorno de seu investimento são as ações feitas nessa fase.

Cada métrica pede uma frequência diferente. Há algumas diárias, semanais, mensais, semestrais… Por exemplo, métricas de engajamento, como compartilhamento e likes, podem ser diárias, já custo de aquisição de clientes (CAC) não precisam ser tão frequentes. O importante é, ainda no planejamento, determinar os objetivos, as métricas e definir a frequência de acompanhamento de cada uma delas.

DADOS E ESTATÍSTICAS

Com o marketing de conteúdo tão em alta, é natural que existam diversas pesquisas de mercado para testar a força dessa estratégia. Abaixo, confira alguns dados que demonstram o sucesso do método.

– 93% das experiências online têm início com uma ferramenta de busca;
– 67% das companhias encontram consumidores via Facebook, 61% via LinkedIn e 53% via Twitter;
– 90% dos consumidores consideram conteúdo personalizado útil;
– 60% dos consumidores se sentem mais confiantes a respeito de uma companhia depois de ter lido conteúdo personalizado em seu site;
– 84% das pessoas de 25 a 34 anos abandonam sites por causa de anúncios intrusivos e irrelevantes.

 

Fonte: agencialinka